sábado, 26 de janeiro de 2013

Força

Estou sentado na berma de um passeio. Há minha frente vejo vultos de lembranças, fantasmas de esperanças que tive um dia. São sombras abandonadas, que divagam meio apagadas na falta de um amor que ja nao se sentia. E eu senti. Senti o sol que me abandonara, um vento que parou. A sua brisa nao mais te trouxe  e quando as lagrimas cairam percebi que acabou. E contigo levas-te a toda a força que eu tinha, todo o calor que me fazia sorrir. Enegreces-te os meus dias e agora nao sei mais para onde ir. Ainda sentado nesta berma, sinto-me caminhar meio perdido neste mundo que nao conheço. Falta-me a força para erguer a cabeça. E em mim nao existe vontade de criar um novo começo. Apenas porque no meu peito ainda bate insane o teu nome. Ainda vive e resiste o teu sorriso. Tento levantar-me e agarrar o teu rosto, sentir uma vez mais essa tua pele, esse pedaço de paraiso. Ainda assim não chegou. Nao te consegui alcançar. A tua mente ja estava noutra mundo, entranhada numa banalidade da qual nao sei falar. Cai então a noite que faz de mim um mendigo nestas pedras de calçada. Adormeço ao som do relento, esperando que este relógio fique lento para nao ter de enfrentar a alvorada.

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